Empreendedores do crime esquecem que a polícia também faz delivery
Denúncia anônima leva PM ao “ponto comercial” e encerra expediente em Água BrancaSe a intenção era tocar um negócio “discreto” no bairro Nova Brasília, em Água Branca, o plano falhou miseravelmente. Um homem e uma mulher foram presos em flagrante na tarde desta terça-feira (10), suspeitos de transformar um imóvel da região em ponto de venda de drogas. Um adolescente que estava no local também foi conduzido à delegacia — porque, aparentemente, a ideia era montar uma empresa familiar do ramo ilícito.
De acordo com o delegado Bruno Luiz Costa, a polícia chegou ao endereço após denúncia anônima informando que o imóvel poderia funcionar como ponto de tráfico e, de quebra, esconder foragidos da Justiça. A visita surpresa confirmou que o “estoque” estava abastecido.
No local, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 municiado, quatro munições, uma motocicleta, oito frascos de clorofórmio — o famoso “loló” —, 18 invólucros de cocaína, 27 porções e uma pedra maior de crack, 80 invólucros de maconha, dois celulares e R$ 605,75 em dinheiro. Um verdadeiro “combo promocional” do crime, só que sem nota fiscal e com destino certo: a delegacia.
Os dois adultos foram autuados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores e posse irregular de arma de fogo. Depois dos procedimentos, seguiram para a Central de Flagrantes de Teresina, onde o atendimento é rápido e direto — principalmente para quem insiste em ignorar o Código Penal.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos. Afinal, quando o assunto é tráfico, a polícia costuma fechar o pacote completo — e sem direito a devolução.
Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores
