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Reajuste sai do papel: 5,35% para servidores e o velho discurso fiscal da Prefeitura

Entre heranças de Dr. Pessoa e cautela de Silvio Mendes, aumento vem com freio e justificativa
Redação

Reajuste vem, mas com discurso conhecido: servidores de Teresina terão 5,35% após anos de aperto
Gestão Silvio Mendes anuncia correção salarial e promete arrumar a casa que já vinha bagunçada — sem esquecer que a atual também não é exatamente exemplo de fartura

Foto: Revista40graus/Eloy FigueiredoSilvio Mendes vai a Brasília renegociar quase R$ 1 bilhão em dívidas da Prefeitura de Teresina
Silvio Mendes 

A Prefeitura de Teresina anunciou que vai conceder um reajuste linear de 5,35% aos servidores municipais. O texto com a proposta será encaminhado à Câmara Municipal e deverá valer na data-base da categoria. A medida, segundo a gestão, será aplicada de forma uniforme e acompanhada de ajustes na folha de pagamento.

Além do percentual, a administração afirma que nenhum servidor receberá vencimento inferior ao salário mínimo — um problema que, de acordo com o próprio prefeito, se arrastava “há muitos anos”. A promessa inclui ainda a correção de distorções salariais entre servidores que exercem as mesmas funções, mas recebem valores diferentes, algo que atravessou gestões sem solução definitiva.

Silvio Mendes destacou que o reajuste está sendo preparado dentro do que chama de “realidade fiscal”, discurso que lembra bastante o adotado por seu antecessor, Dr. Pessoa, quando o assunto era aumento salarial: vontade declarada, caixa curto e muita cautela no papel. A diferença é que agora o reajuste, ainda que modesto, finalmente saiu do campo da intenção.

“Está sendo preparado para a data-base. Nenhum servidor vai ganhar menos do que o salário mínimo, uma situação que existia há muitos anos e que vai acabar a partir do próximo pagamento. Além disso, distorções no pagamento de servidores com funções semelhantes serão corrigidas. Na data-base haverá um aumento possível, dentro da realidade fiscal, que é um reajuste linear de 5,35%”, afirmou o prefeito.

O gestor também ressaltou que o percentual segue parâmetros adotados por outras esferas de governo e que a decisão levou em conta o equilíbrio das contas públicas. Argumento familiar para quem acompanhou a gestão anterior, marcada por promessas travadas pela falta de recursos — e que, ao que tudo indica, deixou herança suficiente para manter o discurso da prudência em alta.

Silvio Mendes lembrou ainda que, no ano passado, não foi possível conceder reajuste aos servidores municipais, repetindo um cenário já conhecido pelos trabalhadores da cidade: o aperto fiscal atravessa gestões, muda o prefeito, mas continua firme.

“Gostaria de fazer um reajuste maior, mas é preciso responsabilidade. As despesas crescem e o município deixou de arrecadar cerca de R$ 86 milhões com o IPTU. No ano passado não foi possível conceder reajuste, mas neste ano estamos fazendo isso com responsabilidade, sem comprometer o equilíbrio fiscal do município”, declarou.

No fim das contas, o reajuste chega — tímido, mas oficial. Entre a herança pesada da gestão Dr. Pessoa e a cautela permanente da atual administração, os servidores seguem no meio do caminho, recebendo menos do que gostariam e ouvindo explicações que, embora legais e formais, já soam bastante conhecidas.

Fonte: Revista40graus, PMT, mídias e colaboradores

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