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Brasil envia equipe de resgate à Venezuela após terremotos que devastaram o país

Defesa Civil prevê cenário crítico, enquanto ONU amplia apelo por ajuda humanitária internacional
Redação

O Brasil enviou, nesta sexta-feira (26), uma missão humanitária para auxiliar as vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). A operação reúne bombeiros militares, médicos, equipes especializadas da Defesa Civil e cães farejadores, com o objetivo de reforçar os trabalhos de busca, resgate e atendimento às vítimas.

Antes do embarque da missão, o porta-voz da Defesa Civil de São Paulo, capitão César Tadeu Ribeiro, afirmou que a expectativa é encontrar um cenário de grande devastação nas áreas atingidas.

Foto: Nelson Almeida/AFPEquipe de socorristas brasileiros embarca em avião da FAB com destino à Venezuela para auxiliar na resposta humanitária aos terremotos no país
Equipe de socorristas brasileiros embarca em avião da FAB com destino à Venezuela para auxiliar na resposta humanitária aos terremotos no país

Segundo o oficial, os primeiros dias após um desastre dessa magnitude costumam ser marcados por elevada demanda por resgates, escassez de recursos e dificuldades operacionais. A missão brasileira atuará para apoiar as equipes locais, que também enfrentam os impactos da tragédia.

Com experiência em operações de grande porte, como os desastres de Brumadinho (MG) e os terremotos ocorridos na Turquia e na Síria em 2023, o capitão destacou que o número de vítimas pode aumentar à medida que os trabalhos de busca avancem nas áreas afetadas.

A aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou da Base Aérea de Guarulhos com destino a Caracas, realizando escala em Boa Vista (RR). O voo transporta equipamentos de resgate em estruturas colapsadas, ferramentas para rompimento de concreto, materiais médicos e seis cães farejadores treinados para localização de vítimas soterradas.

A missão também conta com profissionais de saúde preparados para montar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel, permitindo a realização de procedimentos de emergência diretamente nas áreas afetadas, caso necessário.

Após a chegada ao território venezuelano, a equipe deverá ser direcionada às regiões mais atingidas, conforme definição das autoridades locais e dos organismos internacionais responsáveis pela coordenação da ajuda humanitária.

Especialistas destacam que ainda é cedo para estimar o número definitivo de vítimas. Segundo sismólogos, fatores como características do solo, densidade populacional e extensão dos danos estruturais influenciam diretamente a dimensão da tragédia e dificultam projeções precisas nas primeiras horas após o desastre.

Enquanto isso, agências das Nações Unidas (ONU) reforçaram o apelo à comunidade internacional para ampliar a assistência humanitária, alertando para o risco de agravamento da crise caso o socorro não seja intensificado rapidamente.

De acordo com dados divulgados pelas autoridades venezuelanas, o terremoto já deixou 920 mortos, mais de 4.300 feridos e cerca de 50 mil pessoas desaparecidas, números que ainda podem aumentar conforme o avanço das operações de busca e salvamento.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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