Contra o silêncio, união: Pacto Nacional mira o feminicídio
Em Brasília, Rafael Fonteles reforça que denunciar cedo salva vidas — e não é opcional
RedaçãoEnquanto a violência insiste em agir no escuro, o Estado resolveu acender a luz. O governador Rafael Fonteles participou, nesta quarta-feira (4), do lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto, em Brasília, iniciativa que une os três Poderes para enfrentar a violência letal contra mulheres — porque, convenhamos, não dá mais para fingir surpresa.
O pacto firma um compromisso integrado entre Executivo, Legislativo e Judiciário, com foco em prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos. A mensagem é direta: violência não é “assunto privado”, é crime — e será tratada como tal.
Para Rafael Fonteles, a união institucional é essencial, mas a mudança começa antes do pior acontecer. “Esse pacto é a união dos três poderes para ampliar a luta contra a violência contra as mulheres. É papel dos homens, sobretudo, aumentar a consciência e encorajar as mulheres a denunciarem ao primeiro sinal de violência. O objetivo é salvar vidas”, afirmou o governador.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, além de autoridades dos três Poderes, ministros e parlamentares — um coro afinado para dizer que o silêncio não protege ninguém.
Ainda em Brasília, Rafael Fonteles cumpriu agenda com o ministro da Justiça, Wellington César, e com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, além de reuniões com representantes do Serpro e dos ministérios das Cidades e do Desenvolvimento Regional. Articulação institucional que, desta vez, tem um recado claro: denunciar é um direito, agir é um dever — e ignorar não é mais opção.