Suspeita presta depoimento e nega envolvimento na morte de mulher em Teresina

DHPP aguarda laudos periciais para esclarecer causa da morte e definir eventual responsabilidade criminal
Redação

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continua investigando a morte de Cleidiane Castelo Branco Rodrigues, de 38 anos, ocorrida no último dia 22 de junho, em Teresina. Nesta sexta-feira (26), uma mulher de 44 anos, apontada como uma das suspeitas no caso, prestou depoimento à Polícia Civil.

Foto: Reprodução
DHPP

De acordo com o delegado Danúbio Dias, responsável pela investigação, a suspeita negou qualquer participação em agressões contra a vítima. Em seu depoimento, ela afirmou que, no dia dos fatos, estava acompanhada do namorado e que apenas tentou ajudar Cleidiane a se levantar antes de deixar o local.

"O inquérito segue em andamento. A investigada foi ouvida e negou ter agredido a vítima. Ela relatou que apenas tentou ajudá-la e seguiu seu caminho. Trata-se de um caso que exige cautela, pois a declaração de óbito não registrou lesões aparentes", informou o delegado.

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As investigações também buscam localizar o companheiro da suspeita, que vive em situação de rua e ainda não foi encontrado para prestar esclarecimentos.

Segundo as apurações, Cleidiane teria sido agredida no dia 20 de junho, na região do bairro Ilhotas, zona Sul de Teresina. Ela foi atendida inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar e, posteriormente, transferida para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde morreu três dias depois.

A principal versão apresentada até o momento foi fornecida por familiares da vítima, que afirmam que Cleidiane teria identificado os supostos autores das agressões antes de morrer. No entanto, o primeiro laudo médico não constatou a existência de lesões aparentes, motivo pelo qual a Polícia Civil aguarda o laudo conclusivo do Instituto Médico Legal (IML), que deverá apontar a causa da morte e esclarecer se houve ou não a prática de crime.

Além do exame pericial, o DHPP solicitou os prontuários e laudos médicos das unidades de saúde pelas quais a vítima passou, com o objetivo de compreender as circunstâncias que motivaram seu atendimento e reunir novos elementos para a investigação.

O inquérito permanece em andamento, e novas testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias para auxiliar no esclarecimento do caso.

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