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Nunes Marques convida Bolsonaro para posse no TSE, mas ex-presidente não deve ir

Em prisão domiciliar, Bolsonaro dependeria de autorização de Moraes para comparecer à cerimônia
Redação

O ministro Kássio Nunes Marques convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro para a cerimônia de posse da nova presidência do Tribunal Superior Eleitoral, marcada para esta terça-feira (12).

Nunes Marques assumirá o comando da Corte Eleitoral, enquanto o ministro André Mendonça tomará posse como vice-presidente do tribunal.

Foto: STFO convite feito por Nunes Marques é protocolar, sendo tradição convidar todos os nomes que ocuparam a Presidência da República no período democrático
O convite feito por Nunes Marques é protocolar, sendo tradição convidar todos os nomes que ocuparam a Presidência da República no período democrático

O convite enviado a Bolsonaro segue o protocolo tradicional adotado pelo TSE, que costuma chamar todos os ex-presidentes da República do período democrático para a solenidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado.

Apesar disso, Bolsonaro não deverá comparecer ao evento. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados aos atos antidemocráticos investigados pelo Supremo Tribunal Federal.

Para participar da cerimônia, Bolsonaro precisaria de autorização judicial do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou em sua condenação.

Nos bastidores, a avaliação é de que o ex-presidente dificilmente fará o pedido formal para comparecer à posse, evitando um novo desgaste político e jurídico em meio ao atual cenário.

A nova composição do TSE chama atenção também pelo fato de Nunes Marques e André Mendonça terem sido indicados ao STF durante o governo Bolsonaro, circunstância que inevitavelmente adiciona simbolismo político à cerimônia, ainda que dentro da normalidade institucional prevista para a Corte Eleitoral.

A atual presidente do TSE, Cármen Lúcia, antecipou sua saída do comando do tribunal, permitindo a posse da nova direção antes do prazo inicialmente previsto.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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